
Estou para aqui a pensar... A chorar... A sentir uma mistura de sentimentos qual não sei destacar, qual não sei exprimir por palavras, por nada deste mundo. Da mesma forma como eu não consigo exprimir o que houve entre nós. São sentimentos, apenas sentimentos. Sentimentos que acabaram por me destruir. Não deves ter a mínima noção do que é ser-se gostado por mim ou quando gosto de alguém verdadeiramente. A tua atitude o teu egoísmo depois da nossa história levou-me a concluir isso. Não foste capaz de me aceitar como sou... A tua solução para o teu bem estar foi, acabar. Da mesma forma que quando bebes a tua vida preferida, qual essência se encontra numa lata ou até numa garrafa, quando estiver no fim, deitas para o lixo. Da mesma maneira, bebeste da minha essência, pegaste nela e atiraste-a para o lixo. Não quero atirar nada à cara. Nada. Mas cenas do género "Can you describe the moment when two people fall in love?" ou "Tenho-te comigo a cada dia .33", acabam por me destruir. Ciúmes, medo e incertezas acumulam-se dentro de mim. Será que já está noutra? Será possível? Fiz assim algo de tão grave, que agora passou a odiar-me?
Já que não queres ouvir a minha voz, já que não queres trocar palavras comigo, decidi deixar-te aqui tudo escrito. De tal maneira como tu tens escrito na prenda o quão eu gosto de ti. A minha intenção da prenda não foi nenhuma. Apenas queria que fosse algo de especial, algo visível do que se tem vindo a passar naquela altura entre mim e ti. Aquilo não foi nada de mais, apenas um pedaço do que eu tinha para te dar. Dar à pessoa qual admirava, de qual eu gostava, de qual estou a falar, de qual, pela primeira vez, gostei verdadeiramente, um simples presente. Um presente que me ajudou a entender que não teria qualquer dúvida de ter medo de continuar a fazer gestos daquele género para ti e para mim. Foi apenas uma amostra do que se tem vindo a passar entre mim e ti. Nada mais. Mas não aceitaste. Assustaste-te e partiste. Nunca senti um vazio enorme, como estou a sentir agora. Um vazio com qual acordo de manhã e com qual me deito à noite, na minha cama fria, vazia e arrepiante. Na mesma cama, onde falava contigo antes de adormecer, na mesma cama, onde passava a olhar para a lua para poder estar mais perto de ti, quando estavas mais ausente, na mesma cama em que agora só choro por ti. Por te querer de volta, por voltar a querer tocar-te, por voltar a querer beijar-te.
"Ainda fui a tempo." Se fosse eu a dizer isto, ou uma outra pessoa qualquer de qual gostavas ou estavas apaixonado, como te sentias? Queres saber o que senti? Queres mesmo? Não. Não o vou dizer. Não consigo odiar-te, não consigo por-te em baixo como tu o fizeste comigo. Não consigo de um momento para o outro deixar de dizer "Quero-te +.+" e no outro dia, dizer, "Já saíste da minha vida, Nuno." Será que realmente gostavas de mim? Ou fui só uma apaixoneta de Verão? Para passar uns bons momentos e pronto, depois acaba-se. Tal como as estações do ano, acabou o Verão e agora vem aí o Outono. Pensas que sou o quê? Uma pedra? Que não tenho sentimentos? Pelo menos podías ser sincero comigo. Era o mínimo.
Vem-me muita coisa pela cabeça, muita mesmo. Mas não me vale de nada estar aqui a exprimir o quer que seja, porque não serás capaz de perceber ou de retirar a dor e o sofrimento destas palavras, de cada puta de letra que acabei por deixar aqui. Não consegues. Ainda penso que tudo que se passou é um pesadelo. O facto de teres acabado comigo não aconteceu. Mas tenho as vozes da razão por trás de mim a tentar acordar-me para a vida. Não te vou conseguir esquecer. Não consigo mesmo.
"Estás bem?" Óbvio que estou bem. Estou bem na merda. Apaixonei-me e contínuo viver de dúvidas e a martelar sobre o assunto e a pensar: PORQUÊ? Nem tu és capaz de me dar a devida resposta. "NAO MANDO NO MEU CORAÇÂO E NOS MEUS SENTIMENTOS PORRA!" Pois, cheira-me que algo mudou. Perdeste o interesse e acabaste da pior forma. Eu continuei na mesma. Sempre. Do teu lado. A querer o teu bem e dar-te a devida atenção. Desculpa se fui um erro na tua vida. Ainda me dou ao luxo de pedir-te desculpas. Retirar-te algum peso cima de ti, para eu poder sofrer para além de que já sofro com a tua ausência no meu dia a dia. Para tu não sofreres. Ainda consigo pensar em ti, já que tu não. Seguiste com a tua vida e deixaste-me num canto qualquer vazio do teu caminho.
O que me resta? Resta-me os pedaços vazios que me deixaste. Pedaços vazios de quais me alimento até a essência acabar. Até eu conseguir partir e voar, como tu o fizeste. Nunca pensei. Nunca. Mas já como diz Nelly Furtado numa canção dela "All Good Things Comes To An End" E concordo plenamente com ela.
Continuo horas e horas a pensar em ti. Uma música nossa que passava horas e horas a ouvir, passo sempre à frente, porque quando ouço a "Love Story", escorrem-me lágrimas por tudo que é sítio. A pessoa que me apanhou no carro a chorar, antes de ter ido trabalhar, foi a primeira a saber do nosso fim. A mesma que acabou por me dizer as seguintes palavras, quando os meus pais tentaram dificultar o nosso 2º encontro: "Se gostas, segue, és novo, és lindo, tens carro, trabalhas. Os teus pais não tem nada a dizer. Tens 19 anos, Nuno, por amor a Deus. Segue o que sentes, ou queres que falte ao trabalho para te levar à puta da Estação? Segue, não tenhas medo. Aproveita a puta da vida, caralho. Se sentes necessidade, se gostas mesmo, porque não podes pegar nas tuas asas de anjo e voar e ser feliz? O que te impede? De os teus pais ficarem chateados? Um dia vais voar que nem um passarinho, sozinho pelo mundo fora, irás caír muitas vezes. Irás sofrer bastante, mas quando precisares dos teus pais, eles estão lá. Eles não querem o teu mal, acredita. Eles tem que se habituar à ideia que estás na idade de experimentar, de viver. Eu falo por mim, podes nem pensar assim." Estas palavras não irei esquecer, nunca. Deram-me tanta força. Mas depois quando ela me viu naquele estado, retira, abriu a porta do meu carro e sentou-se ao meu lado. "Então puto? Sabes muito bem que detesto de te ver assim. Conta lá à mamãe." Acabei por lhe contar tudo. A única coisa que ela me disse após de ter dito o que se passou, foi: "E eu que te dei tanta força para ires..."
Com este post, apenas desabafei comigo mesmo, sem intenção de nada. Não quero que te des ao trabalho de ler isto, porque se não me aceistaste como eu sou, também não irás aceitar estas palavras que acabei por deixar aqui, que para mim são importantes e para ti em vão, porque já lá vai. Pela última vez, mas mesmo pela última vez. Nunca ninguém me fez tão feliz com simples gestos como os teus. Nunca. Nunca ninguém conseguiu despertar a pessoa em mim e voltar a acreditar que tudo é possível. Ninguém mesmo. Foste tu. E ficaste marcado no passado por teres feito isso. Se nos voltaremos a ver ou estar no futuro, não sei. Apenas quero com este post, deixar visível que tudo acabou, para eu poder aceitar pelo menos aquilo que eu sinto e o que acabei de escrever.
The End.
20 de agosto de 2009
Death Note.
By Nuno ás 17:53
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