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27 de março de 2009

Delete me!


Mais uma vez deixei-me levar pelas garras das minhas emoções. Pareço uma marioneta, comandado por elas. Quero saír destas garras e poder ser eu a comandar a minha vida. Mas elas estão sempre cá e continuam a querer destruir cada fruto que a vida me dá de bom para as mãos. Ontem, pela noite, estava tudo a correr tão bem. Sentimentos partilhados no mesmo grau de importância, duas pessoas a conhecerem-se e a começar a criar um sentimento único, alargando-o para o amor. Sentimentos que me faziam sonhar, no qual estava a querer por o que sinto em real. Sentia o meu coração a bater cada vez mais forte, quando ouvia aquela voz calma, serena, tranquila, amiga, qual me enchia de desejo receber tudo em real daquilo que eu imaginava poder acontecer. Surgiu uma certa dúvida:

"Será que aquilo que se está a passar é verdadeiro? Será que o sentimento é mesmo partilhado e sentido? Será que poderá mesmo alargar-se para um possível namoro?"

Dúvidas assassinas e incoerentes que acabaram por dar uma certa adrenalina de pecado as minhas emoções, mesmo eu tendo a certeza que os sentimentos da outrora pessoa eram puros e sinceros quanto os meus. Testei a pessoa. De repente apareceu a voz da minha consciência:

"Irá dar tudo por torto. Irás ser odiado se a pessoa descobrir, o falso plano das emoções."

Quando dei por ela, já era tarde. O sangue da minha alma escorria pelos olhos fora. Fiquei parvo, por momentos sem respiração. Naquele preciso momento estava a ser um cobarde, um nojento, um cabrão, uma pessoa desconfiada. De repente as emoções contentes por aquilo que fizeram, abandoram-me e deixaram-me a resolver o problema, que elas incentivaram. Deixaram-me ali, com as raízes do pecado que provocaram a resolver tudo sozinho. Lágrimas, medo, arrependimento, sentimento de perca, raiva, ódio eram os sentimentos que torturavam no meu coração, querendo levar-me à pura destruição.~

"Desculpa-me por favor."

Foram as palavras que se repetiam várias vezes durante a noite.

"Como foste capaz de me fazer uma coisa destas?"

A pergunta que se repetiu por duas vezes na conversa e que me estrangulava ainda mais. Pois soube que errei. Que cometi um péssimo erro. Que nunca mais seria perdoado. Por mais que chorava, por mais que desculpas eu pedisse eram poucas as oportunidades de poder tudo voltar ao que era. A conversa acaba e o vazio introduz-se por completo na minha mente, no meu coração, no meu ver e no meu pensar.

Por mais que quisesse voltar atrás não podia.

Um enorme sentimento de culpa e de tristeza permanece no meu coração. O afecto e o carinho que recebia e dava, evaporou. Serei uma pessoa que não irá expressar mais nada diante ninguém. Uma pessoa vazia.

Por mais que nos conhecemos a muito pouco tempo, tornaste-te na pessoa que eu sempre quis poder sentir um dia destes. Acabei por estragar tudo. O meu coração e o meu pensamento gritam por ti.
Sem mais nada a acrescentar: Adoro-te N(L'


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